Operação Lagosta (1963), pelo Aluno 42-043 - LEAL - Turma 3 "Os Sete Sábios da Grécia" - 01/05/43 - Q RT TE (Telegrafista)

Introdução

            Navios pesqueiros franceses chegaram à Plataforma Continental Brasileira, ao Mar Territorial Brasileiro, em 1963, devotados à pesca de Lagostas, esgotadas em águas francesas. Apoiados pelo Presidente Charles De Gaulle que enviou mesmo o Vaso de Guerra TARTU [pronuncia-se “Tartí”, como a palavra francesa “Menu” é pronunciada “Meni”] para protegê-los foram repelidos com toda a diplomacia possível e o vigoroso empenho da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, então sob o Comando Supremo do Presidente João Goulart que se dispunha ao uso da força militar para rechaçar os franceses: a lagosta é importante meio de vida dos pescadores BRASILEIROS. Os então Capitães da FAB Paulo Leal e Elahir Amaral da Nóbrega atuaram decisivamente no reconhecimento das forças francesas a serem rechaçadas de nossas águas. Dialogando com os lúcidos, plenos e vivamente ativos mesmo na inatividade Leal e Nóbrega levantamos os dados preliminares abaixo.

            Nota: o texto abaixo nos traz informações PRELIMINARES, extraídas de Trabalho escrito pelo Major Brigadeiro Nóbrega, atuante naqueles eventos com acréscimos e comentários do Capitão Paulo Leal, o Aluno 42-043 - LEAL – o Especialista Mais Antigo Vivo, que generosamente nos apresenta o tema, que vamos aprofundando e retificando à medida que os vamos compreendendo a pleno com a ajuda e a paciência do nosso Zero Um e de seu Amigo há décadas, o Brigadeiro Nóbrega.

 

Guerra da Lagosta – Uma Surtida de Reconhecimento

            Em 1963 são observados cinco barcos pesqueiros franceses em águas territoriais brasileiras em pesca predatória da lagosta.

            Os pescadores franceses, após a exaustão do crustáceo na costa da França, tentavam prosseguir no Brasil a pesca criminosa, que, além de ofender a nossa soberania, causavam considerável prejuízo às empresas exportadoras e aos pescadores brasileiros cujos frutos do mar era a fonte de sua atividade empresarial e de subsistência, respectivamente.

            Ações diplomáticas foram inúteis e o Presidente João Goulart, em última instância, asseverou que manteria a soberania do Brasil em suas águas territoriais, até mesmo com o emprego das Forças Armadas, se necessário fosse.

            O Governo Francês, pressionado por parlamentares daquele país, decidiu-se a enviar, à costa Nordeste do Brasil, uma Belonave com o fito de proteger os barcos pesqueiros.

            A crise se agravara!

            O 2º/6º GAv recebe a missão de Reconhecimento da Área conflagrada.

O B/17 - 5407 empregado durante a Missão

            Na Quarta-Feira de Cinzas daquele ano de 1963 decolou da Base Aérea de Recife um RB17 G, pilotado pelos Capitães Aviadores Paulo Moreira Leal e Elahir Amaral da Nóbrega. A missão foi cumprida mesmo com a ameaça de plataformas de lançamento de mísseis apontadas para nós.

            A Surtida foi bem sucedida!

            Após o processamento dos negativos, levamos as fotografias para os Almirantes e Brigadeiros no QG da Segunda Zona Aérea.

            A interpretação fotográfica feita pelo Capitão Leal identificou a Belonave como sendo o TARTU. Belonave de 144m e fortemente armada.

            As missões prosseguiram e, cada vez mais, as atitudes beligerantes do Tartu se desvaneciam e, até mesmo, acenos de marinheiros franceses eram dirigidos para nós.

            Cumpri as missões transportando jornalistas e profissionais do cinema para registro da ameaça que passou para a história como “GUERRA DA LAGOSTA”.

            Finalmente, nunca é demais salientar que entreguei, em Novembro de 2010, ao Comandante do 1º/6º GAv, cópias das fotografias da Surtida que mantive em meu poder durante estes 47 (quarenta e sete) anos.

 

Reconhecimento Meteorológico

            O Serviço de Meteorologia da Aeronáutica, atendendo a solicitação do 6º GAv, indicou o Major Especialista em Meteorologia Schede para ministrar instrução de “CÓDIGO RECCO” aos Pilotos do 2º/6º GAv a fim de que fossem proficientes em previsões meteorológicas do interesse daquele serviço.

            Em atenção à solicitação do Ten. Cel. AV Tabyra de Braz Coutinho, da Segunda Zona Aérea, para escalar nas missões do Esquadrão dos Oficiais Especialistas daquela Zona Aérea, prontamente concordei e solicitei àquele Oficial a aprovação, junto à Zona Aérea proposta, para que os referidos Oficiais Especialistas em Meteorologia fossem qualificados como Tripulantes Orgânicos do 2º/6º GAv de acordo com o Padrão de Eficiência previsto para a Unidade Aérea; e, ainda, serem aprovados no curso de Instrução Terrestre e Aérea – CÓDIGO RECCO – conforme as normas do Esquadrão.

Aluno 42-043 - LEAL - Turma 3 "Os Sete Sábios da Grécia" - 01/05/43 - Q RT TE (Telegrafista) com aportes preciosos do Major Brigadeiro Elahir Amaral da Nóbrega

 
 
 
 
 

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